sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tudo e todas as coisas - Nicola Yoon

Oi amores! Tanto tempo que eu não falo sobre livros! Minhas leituras andam bem devagar por conta dos compromissos da faculdade, e mesmo os livros que eu li nos últimos meses, não vim falar sobre eles com vocês. Mas eu precisava falar sobre Tudo e todas as coisas, porque é um livro que você não pode deixar de ler.

Sobre o livro
Título original: Everything, everything
Ano: 2017
Número de páginas: 280
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580416992
Sinopse: Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.


Tudo e todas as coisas conta a história de Maddy, uma garota que vive em uma bolha dentro de casa desde que tinha apenas alguns meses, por causa de uma doença chamada imunodeficiência combinada grave. Maddy se acostumou com a vida que levava, apenas com o convivência de sua mãe e sua enfermeira, até que um dia uma família se muda para a casa ao lado. A família de Olly. Quando Maddy e Olly se apaixonam, o mundo de Maddy muda, e agora a garota que não pode sair de casa, quer conhecer o mundo.

O livro escrito por Nicola Yoon é impressionante. No começo do livro conhecemos Madeline e nos simpatizamos com sua história e sofremos por ela não poder conhecer o mundo e mais ainda quando ela se apaixona e a dificuldade que é viver esse amor. Mesmo assim Maddy e Olly arrumam um jeito de ficarem juntos, e quando ela decide se arriscar e ir “lá fora” com ele as coisas começam a mudar na vida dela. Mudar muito.

Olly é o garoto que nos apaixonamos de cara. Fofo, engraçado e protetor. Olly também tem sua própria história e seu próprio drama familiar, o que nos faz torcer ainda mais por ele e para que as coisas deem certo em sua vida. 

Eu amei o livro, por tantas razões. Primeiro que ele é de fácil leitura, apesar do tema difícil como a IDCG, o livro é lindo e tem várias ilustrações do início ao fim, e eu amo essas coisas, é como estar lendo um diário. E pela reviravolta que o livro dá, nos levando a um final inimaginável, feliz e triste ao mesmo tempo. O livro não envolve só a doença de Madeline, ou o amor impossível por causa dela, mas também um drama familiar complicado.

E como eu sou a louca dos quotes, trouxe alguns para vocês.
"Por mais que eu esteja tentando bloquear o mundo lá fora, ele parece determinado a entrar."
"Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua."
"Mas a descrição de uma árvore não é uma árvore, e milhares de beijos de papel jamais serão iguais à sensação dos lábios de Olly colados nos meus."
"Às vezes a gente faz uma coisa pelo motivo certo; às vezes, pelo errado; e às vezes não dá para distinguir."
"Se você não tem do que se arrepender, é porque não está vivendo."
"Devo tomar cuidado porque, quando começamos a fazer parte do mundo, ele também se torna parte de nós?"
"A teoria do caos diz que a menor das alterações nas condições iniciais pode provocar
resultados totalmente imprevisíveis. O bater das asas de uma borboleta pode provocar o vento se torna um furacão."

Como todos devem saber, o livro teve sua adaptação para o cinema em 2017, e eu como boa leitura aguardei até terminar o livro pra finalmente assistir ao filme.

Sobre o filme

Eu amei o filme, ele é tão bom quanto ao livro. A adaptação, salvo por algumas alterações, é bem fiel ao livro. O casal é o mais fofo. No fim do filme, aparece algumas das ilustrações do livro, o que eu também gostei muito. O filme acabou e eu já fiquei com vontade de ver de novo. É leve, divertido e apaixonante.

Recomendo que todos leiam o livro e assistam ao filme, nessa ordem. Para quem não leu ao livro, pode baixar oprimeiro capítulo aqui. Para quem não assistiu, aqui vai o trailer.


Ps: O trailer pode conter spoiler. 

E você? Leu o livro? Assistiu ao filme? Me conta o que você achou. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Girlboss

Oie amadinhos! Como estão? Vamos mais uma vez falar de séries? Oô assunto que eu amo! E vamos falar de Girlboss, assunto velho, mas e daí? 

Girlboss é uma série original Netflix, inspirado no livro de mesmo nome, da Sophia Amoruso. A série, que já teve todos os episódios da primeira temporada lançados, é produzida pela própria Sophia. Ela conta a história de como Sophia Amoruso começou sua marca Nasty Gal, vendendo roupas vintage no Ebay e antes dos 30 tornou-se uma marca de sucesso. 

Sophia (Britt Robertson) não tinha jeito para nada, não conseguia se manter em nenhum emprego e parecia não ter jeito para nada.Mas ela tinha jeito para moda, para escolher e para customizar roupas, um dia ela resolve vender roupas vitages no ebay e dá certo. Sophia faz disso um objetivo de vida e decide que vai fazer o que ela mais gosta da vida a sua profissão, é então que ela funda a empresa Nasty Gal. Ela também quer provar para seu pai que ela é capaz, e não somente uma garota rebelde que mal consegue pagar o próprio aluguel. 

Ao longo da série conhecemos outros personagens cativantes, como a Annie, a melhor amiga de Sophia. Annie (Ellie Reed) é o tipo de amiga que você quer ter, ela é companheira, louca, sempre disposta a ajudar, a dar um conselho ou um colo. Eu amei a Annie, e diversas vezes a Sophia a magoou e pisou na bola, mas ela sempre se arrependia, voltava e fazia de tudo pelo perdão da amiga. 

Conhecemos também Shane (Johnny Simmons), o namorado, que o cara que logo quando ele aparece nós logo nos apaixonamos por ele, mas em um momento nos surpreendemos e é como um balde de água fria. 

Antes de assistir à série eu li várias resenhas e várias criticas sobre ela. Algumas opiniões foram bem severas, que a Sophia era uma personagem repugnantes, egoísta, fria e um péssimo ser humano e odiaram a série por causa disso. Mesmo assim eu queria ver por mim mesma. Eu adorei, eu me arrependeria se não tivesse assistido. Acho que a Britt foi a pessoa perfeita para interpretar a Sophia.

Ela não é uma simples mocinha, ela é uma pessoa real. Tem uma personalidade forte, e teve muitas atitudes questionáveis, frias e até egoístas, mas também tem seus momentos carinhosa e sofre como todos nós, com altos e baixos. Extremamente irônica e sarcástica, com um humor agressivo, ela leva tudo com muito humor ou nenhum humor, totalmente extremista. Mas foi exatamente isso que eu gostei na personagem, ela não é a personagem boazinha e perfeitinha, ela é próxima das pessoas que a gente conhece, próxima de nós mesmos (por mais que relutemos em admitir). No inicio da série ela faz muita coisa errada e você só pensa que ela é uma garota idiota, imatura e irresponsável, mas ao longo da trama, ela vai amadurecendo, ganhando responsabilidade e se torna um pessoa bem diferente da que começou.

Uma coisa maravilhosa sobre a série, é a trilha sonora que é simplesmente perfeita. Quando o episodio a acaba e os créditos sobem você continua assistindo para ouvir as músicas que tocam. E cada uma se encaixa perfeitamente com cada episódio e cada cena. 

Outra coisa excelente são as roupas, os looks são lindos, e bem retrô, parece que estamos assistindo uma série dos anos 70 ou 80. 

Mesmo assim com a repercussão positiva que a série obteve, as criticas negativas foram bem maiores e mais impactantes, o que fez com que ela entrasse para a lista de séries originais Netflix canceladas, com apenas uma temporada. Eu queria muito uma segunda temporada, principalmente para saber as respostas de algumas questões que os dois últimos episódios deixaram. Gostei bastante da série e recomendo. Me divertir e ri muito com todos os personagens, e dancei com a Sophia.

E você? Assistiu? Achou o que? Conta aí. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

De volta para casa... ou não

Oi meus queridos! Como estão? Já estava com saudades. Que tal conversamos um cadinho?
Esses últimos dias para mim estão sendo bem corridos, estou encerrando um capítulo ao qual me dediquei muito e prestes a começar um novo que espero que seja maravilhoso. Isso porque estou finalmente terminando a faculdade e prestes a entrar no mercado de trabalho (ou tentando).
E o que voltar para casa tem a ver com isso? Deixa eu explicar para vocês.

Em 2011 eu terminei o ensino médio, cheia de expectativas. Prestei vestibular, sem saber ao certo o que esperar e passei em duas universidades, era hora de escolher e eu escolhi a federal. Início de 2012 eu comecei um curso de Ciências Exatas e Tecnológicas, conheci muita gente nova, pessoas de vários lugares, sotaques, crenças, sonhos e visões. Aprendi dentro e fora da universidade, enfrentei vários desafios, passei por várias greves, altos e muitos baixos, e finalmente em 2015 eu formei. No mesmo ano, continuei na mesma universidade, desta fez em outro curso, Engenharia Civil, a terminalidade, o objetivo final. Hoje, dois anos depois estou há um passo de concluir meu curso, ou melhor, um semestre.

E para viver tudo isso, eu larguei parcialmente as coisas na casa de meus pais e me aventurei a morar em outra cidade dividindo casa com outras pessoas. Agora é hora de arrumar a trocha e voltar pra casa, pra casa de verdade. E o processo já começou, as coisas que não precisarei já coloquei a venda, o restante volta comigo.

Esse tempo que passei fora de casa não foi exatamente fácil. Me diverti muito, tive momentos extraordinários, mas os momentos ruim parecem ser 1000 vezes piores, principalmente quando se está longe das pessoas que te conhecem e que você ama. Para mim, o pior desafio foi dividir casa, logo no inicio eu também dividia quarto, só depois pude ter um quarto só para mim.

Quando você passa a morar com pessoas desconhecidas você descobre muito sobre si mesma, e muito sobre as outras pessoas também. Você perde muito da sua privacidade e também muito da sua fé em outras pessoas. Eu via que as coisas eram muito sobre o momento e conveniência, eu perdi amizades e percebi que nos momentos que eu mais precisava de alguém, eu não tinha ninguém. As pessoas gostam de estar ao seu lado quando você está bem, quando você pode ir para festa com elas, dividir a pizza e a cerveja com elas. Mas quando você está mal, quando você perde algo que lutou tanto para conseguir, quando você não pode ir mais para a festa na sexta feira, muitos te dão as costas. Eu passei por mim.

Por outro lado, nesses momentos você reconhece quem são seus amigos de verdade, e quem depois dessa etapa, é que vai ficar. Aquelas pessoas que se aproximam nos momentos difíceis, que te estendem a mão ou te dá um ombro quando você está vulnerável, ou simplesmente que escuta, quando mais ninguém se interessa. Conheci pessoas assim e agradeço muito a Deus por isso.

Hoje olhando para atrás e reavaliando as situações, uma palavra recorrente é decepção. Sinto que vou levar poucas pessoas comigo, e as que deixo, não sentirei falta. Já não sinto. Agora é um momento de despedida e de reavaliação. Momento de pensar em outras coisas e pensar no futuro.

E no meio de tantas certeza, há inúmeras incertezas. O que eu vou fazer agora? Eu posso com toda certeza disser que me formar Engenheira Civil é o que eu mais quero, mas e agora? Mestrado? É uma opção, quero muito. Emprego? Já mandei tantos currículos, já me candidatei em inúmeras vagas e estou quase em desespero.

A situação do país não está fácil e a sensação que temos, não só eu, mas inúmeras pessoas que estão formando junto comigo é que estamos saindo da condição de estudantes para desempregos, e isso assusta muito. O que fazer agora? Para onde ir agora? Vou para qualquer lugar, onde a oportunidade aparecer. Pode ser do lado de casa ou a km de casa novamente. Sempre dando o meu melhor.

Acho que as coisas se desviaram um pouco do que eu pretendia escrever, mas acho que foi um desabafo.  Beijo amores.